pão a gente sabe fazer.

precisamos de circo

nariz de palhaço

coração de leão

do trapezista, a vocação

de não pensar se há rede

entre o tombo e o chão.

estrela – cadê?

toda cor, onde brilha?

cadente beleza

cad’ela?

canina sonrisa amarilla.

pessoas têm essa mania

de sair levando qualquer coisa que te rasgue a carne.

te enchem de tudo o que não sabem

e te deixam vazio de tudo que não entendem.

Se parece comigo

O ventilador em seu teto

A rodar e a rodar

Emitindo estranhos ruídos

Indo, voltando

Fazendo mais barulho que sentido

Às vezes, parece que desaba

Mas é sempre só o medo

É como se vê, se ouve

Se sente o que vem de cima

Seu movimento é quase inútil

As pás distraem o calor

Mas não podem mudar o clima.

o melhor de morar perto do aeroporto

é estar sempre viajando.

um puta gigantesco boeing

leva uns bons 40 segundos

p’ra cruzar, de um lado a outro, a janela (deminhalma.wtf)

e pousa, escondido, atrás da estante

entre a construção e o continente.

ao som de cinematic orchestra.

frida

Frida: a um passo de Madri

Os dias desde o último (e primeiro) post foram corridíssimos, me obrigando a  deixar acumular um pouco de poeira por aqui. Estou me desdobrando com a hercúlea tarefa de conseguir um emprego, além de um acontecimento nada agradável, mas que eu não vou comentar, por motivos óbvios. Fora isso, fiquei muito satisfeito com o retorno do pessoal que comentou e deu apoio nesse primeiro passo dessa nova empreitada. Cada um dos comentários me deixou muito, mas muito feliz, mesmo. Me fizeram ter um pouco mais de certeza sobre o que eu me propus a fazer. Há ainda aqueles que passaram, não comentaram, mas prometeram voltar e dizer algo. E não voltaram mais. Obrigado a esses, também.

Entre os comentários desses tantos amigos, estranhos, parentes, conhecidos e até mesmo pessoas com quem eu não tenho mais que esporádicos contatos, um causou uma pequena e divertida cena de ciúme: o Sandro, vocalista da Frida anunciou que, em breve, vai estar pronta a música Jardim Bonito, cuja letra eu tive o prazer de escrever em aproximadamente 6’43″29, para uma canção linda que ele me mostrou e para a qual pediu essa parceria. Em seguida, o Arthur, vocalista dos Volantes, objeto do post anterior, fez uma brincadeirinha, referenciando o tempo em que a gente tocava junto. Bem, a música é linda, mesmo. E não é só porque a letra é minha. Também, mas não só por isso.

Pois, então, a Frida participou de um concurso realizado pelo portal Universia, chamado U>Rock, competindo com 282 bandas de todo o Brasil. Entre elas, a Serrote Preto, banda aqui de Porto Alegre. E a Frida faturou o tal do concurso, em sua etapa Nacional. Além do prêmio de R$ 50.000,00 (é, cinquenta paus!) em equipamentos, eles ainda passaram para a fase internacional do U>Rock, concorrendo com bandas da Argentina, Chile, Colômbia, Espanha, México, Panamá, Paraguai, Peru, Porto Rico, Portugal, República Dominicana, Uruguai e Venezuela. E é aí que eu me refiro: o ganhador dessa fase faz show em Madri, com tudo pago, no U>Rock Festival, em dezembro.

Resumindo, é o seguinte: a Frida representa o Brasil no concurso U>Rock, já ganhou a etapa nacional e agora corre o risco de ir a Madrid, tocar ao lado de grandes bandas. Para isso acontecer, está acontecendo uma votação, que vai até o dia 1º de novembro, domingo. Eu voto todos os dias e penso que todo mundo deveria votar e pedir para mais pessoas votarem. A gente pode realizar o sonho de mais quatro talentosos rapazes com esse pequeno gesto. Vá até lá, dê cinco estrelas para a música Conversas Intermináveis, e ajude a mandar os caras para o rigoroso frio do inverno madrileño.

Há braços.

Primeiro registro oficial dos Volantes

Primeiro registro oficial dos Volantes

Na última segunda-feira, 19 – ao meio dia, mais precisamente – aconteceu o lançamento do EP Sobre gostar e esperar, dos Volantes, BAITA banda de Porto Alegre. Eu, que fui o primeiro baterista (com a minha saída, o então baixista, Rodrigo Mello, assumiu as baquetas) e fã desde sempre, aguardava por esse dia com um discreto e indescritível frio na barriga. Mas eis que, finalmente, veio ao mundo o primeiro registro oficial, lançado exclusivamente no Myspace da banda, que foi todo reformulado para a ocasião. E o resultado não me surpreendeu.
Sabendo do talento e do desvelo com que as coisas são feitas quando se trata do meu irmão Arthur Teixeira & cia, eu já esperava algo previsivelmente fodástico, irritantemente genial. A maturidade do compositor, a visível evolução do cantor e a coesão da banda, responsável por arranjos-conceito nunca vistos/ouvidos em Porto Alegre (no RS, no Brasil, quiçá no mundo), fazem desse debut uma verdadeira obra prima.
Sério: ouvir cada uma das faixas no fone de ouvido, com um volume razoável (não me vai estourar os tímpanos, cabeça de ovelha!), é uma experiência sensorial digna de bienal do mercosul. A diferença é que se entende tudo.
Eu sei que, no meu caso, é totalmente meio piegas ficar babando o ovo desse jeito, mas entenda: é inevitável.
Arthur, Rodrigo, Jojô, Ota e o recém-chegado Bernard são, muito provavelmente, os cinco caras mais FFFFodas talentosos, zelosos e promissores da música pop brasileira. A partir de agora, muito mais coisas boas virão para eles, com certeza. E deles para nós. E isso não é torcida de amigo, é previsão dos fatos.
Pra fechar, eu ainda poderia falar das dezenas de centenas de referências inquestionáveis (hmmm) da banda, de como eles tem uma presença de palco empolgante e de como a gente sai de um show da Volantes com a sensação de ter visto algo muito grandioso acontecer. Poderia, mas não vou. Isso é coisa pra quem é especialista no assunto. E é aí que eu me refiro.

Na última segunda-feira, 19 – ao meio dia, mais precisamente – aconteceu o lançamento do EP Sobre gostar e esperar, dos Volantes, BAITA banda de Porto Alegre. Eu, que fui o primeiro baterista (com a minha saída, o então baixista, Rodrigo Mello, assumiu as baquetas) e fã desde sempre, aguardava por esse dia com um discreto e indescritível frio na barriga. Mas eis que, finalmente, veio ao mundo o primeiro registro oficial, lançado exclusivamente no Myspace da banda, que foi todo reformulado para a ocasião. E o resultado não me surpreendeu.

Sabendo do talento e do desvelo com que as coisas são feitas quando se trata do meu irmão Arthur Teixeira & cia, eu já esperava algo previsivelmente fodástico, irritantemente genial. A maturidade do compositor, a visível evolução do cantor e a coesão da banda, responsável por arranjos-conceito nunca vistos/ouvidos em Porto Alegre (no RS, no Brasil, quiçá no mundo) fazem desse debut uma verdadeira obra prima.

Sério: ouvir cada uma das faixas no fone de ouvido, com um volume razoável (não me vai estourar os tímpanos, cabeça de ovelha!), é uma experiência sensorial digna de bienal do mercosul. A diferença é que se entende tudo.

Eu sei que, no meu caso, é totalmente meio piegas ficar babando o ovo desse jeito, mas entenda: é inevitável.

Arthur, Rodrigo, Jojô, Ota e o recém-chegado Bernard são, muito provavelmente, os cinco caras mais FFFFodas talentosos, zelosos e promissores da música pop brasileira. A partir de agora, muito mais coisas boas virão para eles, com certeza. E deles para nós. E isso não é torcida de amigo, é previsão dos fatos.

Pra fechar, eu ainda poderia falar das dezenas de centenas de referências inquestionáveis (hmmm) da banda, de como eles tem uma presença de palco empolgante e de como a gente sai de um show da Volantes com a sensação de ter visto algo muito grandioso acontecer. Poderia, mas não vou. Isso é coisa pra quem é especialista no assunto, e é aí que eu me refiro.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 193 other followers